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6 Coisas que você provavelmente não sabe sobre Parkour

15 out
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Por ser uma prática relativamente nova, muitos fatos sobre a história do Parkour ainda são confusos e por isso muitos iniciantes (ou mesmo praticantes mais antigos) acabam tendo informações erradas ou, na melhor das hipóteses, informação nenhuma.

E falta de informação leva à formação de ideias erradas, o que é péssimo para o Parkour.

Por isso resolvemos esclarecer alguns pontos que muitas vezes não chegam até os iniciantes. Se achar que está faltando algo, fique à vontade para entregar em contato com a gente através de nossa página no Facebook ou mesmo marcar uma aula experimental aqui na Tracer Parkour.

Certo? Então vamos ao que interessa! 🙂

1. O termo “Parkour” só foi utilizado pela primeira vez em 1998

Apesar do que conhecemos como Parkour hoje em dia já ser praticado desde o início da década de 90, o termo só apareceu “oficialmente” para o público geral em 1998, através de uma reportagem do canal de televisão francês Stade 2. Antes disso, os praticantes não utilizavam nome ou chamavam de “L’art du Deplacement” (ou a arte do deslocamento).

2. A Dame Du Lac foi bloqueado por ser considerada “perigosa demais”

Sabe aquela parede de escalada meio psicodélica que você viu no vídeo anterior? Ela foi construída em 1975 a partir dos desenhos do escultor húngaro  Pierre Székely e contribuição do alpinista Guido Magnone, e por muitos anos foi considerada a parede de escalada artificial mais difícil da França.

Dame du lac

Com algumas mudanças nas normas francesas de segurança, o acesso à Dame du Lac foi bloqueado em 1995 e assim permanece até hoje.

Nota do autor: com 15 metros de altura, nenhuma proteção e concreto altamente escorregadio quando molhado, é fácil entender porque ela foi bloqueada “por motivos de segurança”. 🙂

3. Os pioneiros da prática ainda treinam todos os dias

Apesar de já estarem na faixa dos 40 anos de idade, todos os membros do primeiro grupo de Parkour, chamado Yamakasi, treinam de forma intensa e consistente até hoje.

Yann Hnautra

Chau Belle, Williams Belle, Yann Hnautra, Laurent Piemontesi entre outros dão aulas de Parkour ao redor do mundo e, mesmo após mais de 20 anos de treinamento, conseguem manter o espirito e a motivação para se tornarem mais fortes a cada dia. E, ao contrário do que muitos pensam, eles estão inteiros e com saúde impecável!

4. Já existem vários livros sobre o Parkour

Você sempre achou que o Parkour fosse apenas mais uma moda do Youtube?

Além dos vários estudos acadêmicos que surgem todos os anos ao redor do mundo (inclusive no Brasil), existem vários livros oficiais sobre o Parkour no mercado. Os principais (e mais recomendados por nós) são:

Infelizmente nenhuma editora brasileira se interessou em lançá-los por aqui, então o acesso a eles fica limitado para aqueles que conseguem entender inglês ou francês.

Aqui na Tracer Parkour vendemos alguns destes livros! Entre em contato para saber mais ou para ter acesso aos originais.

5. Parkour não é um esporte, muito menos radical

Sabe todos aqueles vídeos que você assistiu onde jovens fazem piruetas e movimentos “arriscadíssimos”?

Bom, na verdade aquilo não é Parkour.

A definição que a Associação Brasileira de Parkour (ABPK) dá para a prática é a seguinte:

Correr, suspender-se, saltar, dependurar, rastejar… O parkour é uma atividade que desenvolve essas habilidades e devolve ao praticante a capacidade de através de seus usos, movimentar-se livremente no ambiente em que se encontra.

A idéia é traçar um percurso ou objetivo e, por meios próprios, alcançá-lo independentmente dos obstáculos que surgirem no caminho. Durante esse deslocamento o praticante aprende a fazer uso de artifícios que vão desde a exploração da sua condição física ao discernimento de quais métodos de transposição oferecem menor risco ou maior eficiência durante esse trajeto.

Fonte: http://www.abpk.org.br/entendendo-o-parkour/

Não precisa ser nenhum especialista para perceber que aqueles movimentos vistos no YouTube não visam ultrapassar obstáculos da forma mais eficiente e rápida possível, e sim a realização de movimentos “espetaculares”, com o objetivo único de impressionar quem está assistindo.

Não. Isso não é Parkour.

Pelo fato de não haver regras, juízes, competições ou níveis de graduação, o Parkour não é considerado um esporte, e sim uma atividade física livre, sem o foco de rendimento ou resultados tão objetivos.

6. Qualquer pessoa pode aprender Parkour

Como no Parkour não existe competição ou graduação, todo mundo está livre para se desenvolver na velocidade e intensidade que se sentir confortável.

Não é preciso forçar limites, e isso torna o Parkour um dos esportes mais democráticos.

Acha já passou da idade para essas coisas?

Dúvidas?

Marque uma aula experimental e veja porque o Parkour tem ganhado mais e mais adeptos ao longo dos anos.

Na Tracer Parkour somos uma equipe de profissionais para te ajudar a evoluir de uma forma segura, e contamos com dois centros de treinamento completos para lhe atender.

Clique aqui e marque uma aula experimental agora mesmo! Temos certeza que, independente da sua idade ou condição física, você vai adorar o Parkour! 🙂

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Jean Wainer

Um dos primeiros praticantes de Parkour do Brasil. Formando em Educação Física pela USP, possui certificado internacional ADAPT e 10 anos de experiência no Parkour e outras modalidades. Diretor da Tracer Parkour.

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