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“Não nasci para fazer Parkour”. Será?

16 ago
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Conhecendo e vivendo o Parkour há mais de uma década, já perdi a conta de quantas vezes ouvi a frase clássica “mas eu não nasci para fazer Parkour!”.

Geralmente as pessoas dizem ela após verem alguém com muito menos tempo de prática realizarem saltos muito maiores e mais distantes do que elas, ou após se machucarem tentando fazer algo relativamente “simples”.

Mas o erro de achar que “não nasceu para fazer Parkour” está, principalmente, na ideia de que você precisa ser melhor do que todo o mundo para se beneficiar com a prática.

Isso mesmo! Só porque uma pessoa que treina a menos tempo consegue fazer movimentos mais impressionantes do que você, não significa que você não nasceu para fazer Parkour, e por isso deveria parar de treinar.

Parkour não é um esporte. Você não precisa fazer pontos ou ganhar. Afinal, você treina para ser uma pessoa mais forte ou para se exibir?

Tracer Parkour no Parkour Park

É como o Stephane Vigroux disse no documentário “O Retorno do Primata”:

“Eu gosto [de treinar Parkour] porque eu quero ser melhor e melhor. Para mim, sabe? Por que eu sinto que sou capaz de fazer mais do que eu faço atualmente.

Apenas para mim. É muito pessoal.

E eu acho que para os outros [o Parkour] também deve ser mais pessoal.”

O Parkour surgiu como uma maneira de desenvolver o corpo e a mente por meio dos mais variados treinamentos físicos, e seu objetivo nunca foi criar uma competição para descobrir quem é “o melhor”.

Então por que é tão difícil aceitar que algumas pessoas são melhores do que a gente?

Com a explosão que o Parkour teve na mídia e os milhares de vídeos no YouTube, um senso de competição começou a surgir entre os praticantes mais novos e o conceito de desenvolvimento pessoal acabou sendo deixado um pouco de lado.

Naturalmente as competições começaram a surgir, os movimentos começaram a ficar cada vez mais impressionantes e hoje em dia “quem não é visto não é lembrado”.

Ver pessoas mais novas do que você no Parkour tendo muito mais facilidade nos movimentos pode ser difícil de engolir, mas uma vez que você aceita que o seu objetivo no Parkour não é ser o melhor, mas sim melhor do que você mesmo, tudo fica mais claro e fácil de aceitar.

Esta filosofia de ser melhor do que você mesmo é o torna o Parkour especial, e também o motivo pelos quais os pioneiros da prática, alguns acima dos 40 anos, treinam pesado até hoje.

O Parkour nos ensina a fazer nosso próprio caminho e não seguir os caminhos óbvios. Então não deixemos que a visão tradicional dos esportes influencie a nossa forma de ver o Parkour. Não tem pontos, todos ganhamos só por praticar.

Yann Hnautra

Por isso não se preocupe com a performance dos outros. Ser o “melhor” ou o “pior” do seu círculo de amizades não vai eliminar o fato de que você precisa treinar para evoluir.

Se preocupe com o seu treino para colher seus benefícios no futuro, e se precisar de ajuda, conte com a Tracer Parkour.

Temos todos os profissionais e estruturas necessárias para você evoluir no Parkour, além de todo o conforto e segurança que treinar numa academia especializada pode proporcionar.

E se mesmo depois de ler este texto você ainda tem dúvida se o Parkour é para você, marque uma aula experimental na Tracer Parkour clicando aqui.

Vamos adorar te receber! 🙂

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Jean Wainer

Um dos primeiros praticantes de Parkour do Brasil. Formando em Educação Física pela USP, possui certificado internacional ADAPT e 10 anos de experiência no Parkour e outras modalidades. Diretor da Tracer Parkour.

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